São palavras sem sentido
As que se passam por nossas mentes quando estamos a sós
São perigosas, são fatais
Tais palavras tecem, depois rompem
A linha entre a lucidez e a loucura
Estas palavras vão acumulando-se na mente
Até causar um maremoto de pensamentos e ideias
Chegamos a sentir o cheiro da cor, o gosto da dor
Um ponto onde a certeza e a dúvida lutam por sua sobrevivência
E há quem, ao ver uma pessoa neste estado, diz
"Que ser calado!"
Mas as palavras que esta boca pronuncia tão solenemente
São meras gotas em comparação à torrente daquela mente
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