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domingo, 11 de novembro de 2012

Crime e castigo

Encanta-me com tua graça
Atinja-me com teu olhar
Agrada-me o tato com tua pele
Preencha-me os braços com teu corpo

Pois frios tornam-se os lugares em que não estás
E fétido é o ar em que não habitas
E não há alegria alguma no luar
Se visto diretamente e não refletido nos olhos teus

Então destrua-me, destrua-me lentamente
Quero ser extinto aos poucos pelo seu toque
E não preservado pela eternidade por tua lembrança

Mas não amaldiçoa-me com tua ausência
Que castigo é para o réu, o criminoso
E todo o meu crime consiste em um dia conhece-la