Encanta-me com tua graça
Atinja-me com teu olhar
Agrada-me o tato com tua pele
Preencha-me os braços com teu corpo
Pois frios tornam-se os lugares em que não estás
E fétido é o ar em que não habitas
E não há alegria alguma no luar
Se visto diretamente e não refletido nos olhos teus
Então destrua-me, destrua-me lentamente
Quero ser extinto aos poucos pelo seu toque
E não preservado pela eternidade por tua lembrança
Mas não amaldiçoa-me com tua ausência
Que castigo é para o réu, o criminoso
E todo o meu crime consiste em um dia conhece-la