A última Dança
Quando a luz do sol meu rosto novamente iluminar
Quando meu riso inocente não mais conseguir gargalhar
Nuvens no céu não mais residirão
E todo meu esforço de ficar acordado, será em vão
Se o vermelho do céu cair em tempestade
Pago por ti, por tua maldade
Por deixar-me a sós comigo, na escuridão
Por simplesmente dar as costas ao estender de minha mão
Mas carrego no peito um órgão falido
De suas funções despido
Mas alimento a esperança
Como um tolo que tenta, tenta, mas não alcança
A tarde bela é uma ironia
Sem sua presença o mais belo dos dias
Torna-se um pesadelo infernal
De pensar no lado bom das coisas, mas só enxergar o mau
Minha mente, à sua maneira
Inventa qualquer besteira
P’ra disfarçar sua escassez
E preencher o vazio que sua ausência me fez
Não vejo passar a hora
Desde que fostes embora
O tempo não quer mais passar
O meu relógio falta pilha, ou o mundo deixou de girar?
Escrevo minha vida, página após página
E a escorrer dos meus olhos, lágrimas e lágrimas
Perdi minha pureza, perdi minha riqueza
Ganhei conhecimento, aprendi o que é tristeza
Descobrir que tu não voltas foi a pura agonia
Tão grande era a minha dor, mas de mim qualquer um ria
Sem você, a simplicidade desapareceu
E aquela versão de mim que de tudo ria, simplesmente faleceu
Tarde demais fui perceber que você é passageira
Por que me deixou? Por que, sua traiçoeira!?
Será que foi você, ou eu a deixei da minha maneira?
Minha desinocência me dá ânsia
Onde estarás, oh minha infância?
Dance comigo esta bela dança
E deixe-me provar só mais uma vez o gosto de ser criança...
2010