Sou um breve sopro do vento
Passando rapidamente por vidas afora
Não por vontade, nem necessidade
É simplesmente o destino negro que me foi concedido
Um sabor tão forte
Que talvez seja impossível prova-lo uma segunda vez
Uma luz tão forte, que encanta
Porém acaba por ser apagada
São tantos os lugares por que passei
Tantos destinos cruzei
Que cheguei a dar um nó no meu próprio caminho
Como a chama da vela
Que já toca o castiçal
Talvez seja hora de apagar