Eu percebo
Eu percebo, já meio tarde
Que toda a minha procura foi em vão
Não há sorriso compatível a meu rosto feio
E meu crânio perfurado
Agora todos riem da minha dor
Mal sabem eles o mal que me fazem
Toda essa culpa fica comigo
Mas profundamente sei que há outro culpado
Meus braços cansados de acenar para o nada
Pedem-me para se juntar ao corpo
Estou em uma ilha deserta onde eu mesmo coloquei-me
Minhas flechas não têm alvo, minhas armas não têm mira
Tudo é questão de tempo para o meu predador me estraçalhar...
Quem é ele? Minha mente furiosa...
2009
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Poema - Reticências
Reticências
Eu fui estúpido mais uma vez...
Eu gritei, exaltei-me, não pensei
Deixei escorregar o ouro por meus dedos
Eu errei em demasia, e dessa vez não há conserto
Duvidei das palavras, ri das lágrimas
Fui mais uma vez ancorar na paciência alheia
E o orgulho me impediu de pedir perdão
Agora é tarde...
Eu tentei, eu tentei mudar
Mas meus passos apressados teimam em sair da linha
Eu me via perdido e insisti na corrida
Eu fraquejei feito um fraco burguês
E me vi envolvido em arames e cordas
Eu fui estúpido pela última vez...
Eu fui estúpido mais uma vez...
Eu gritei, exaltei-me, não pensei
Deixei escorregar o ouro por meus dedos
Eu errei em demasia, e dessa vez não há conserto
Duvidei das palavras, ri das lágrimas
Fui mais uma vez ancorar na paciência alheia
E o orgulho me impediu de pedir perdão
Agora é tarde...
Eu tentei, eu tentei mudar
Mas meus passos apressados teimam em sair da linha
Eu me via perdido e insisti na corrida
Eu fraquejei feito um fraco burguês
E me vi envolvido em arames e cordas
Eu fui estúpido pela última vez...
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