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domingo, 15 de abril de 2012

Adeus a mim mesmo

Adeus a mim mesmo.

Me arrancaram o baixo, me cortaram o cabelo
Nada sobrou dos meus cachos, nada restou do meu pelo.
E música que antes eu tocava, só vive agora nos meus ouvidos.
Tiraram de mim o bem mais precioso dos tempos divertidos.

Talvez não tenha meus cachos de volta, nem meu baixo em minha companhia
Mas o sentimento que em minh’alma sobra, toca em minha mente a mesma melodia.
E a voz rouca que minha garganta solta, há de um dia trazê-los de volta.
E o que foi arrancado de mim do corpo a fora, há de permanecer por dentro depois e agora.

E eu sinto melodia que me devora...

Um comentário:

  1. Lindo! Saudade dos seus poemas, espero que este seja o primeiro de uma nova fase inspirada!
    Quanto ao conteúdo: é necessário podar uma planta para uma floração seguinte melhor. ♥

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