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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Tolice

É tempo de mudanças
Momento de refazer os planos
De represar a vida
E repensar a morte

Quando o chão torna-se escada
E você é obrigado a descer
Quando o que tem torna-se nada
E você tem que esquecer

Os planos tão belos
De amores eternos
De alianças e elos

Destruí-los todos
E ficar com fragmentos, poucos
Dos meus sonhos tolos

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Reflexo

Olhei no espelho
E vi um homem barbado e crescido
Não mais uma criança
Um rosto alongado e deformado

E dentro de sua mente
Não mais a criança feliz
Mas um adulto que não sorri
Como o tempo passa rápido...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Antes Que Seja Tarde

Joguei fora
Tudo o que me disse
Mesmo que fora de hora
Antes que me destruísse

Espero que entenda, um dia
Que quando as coisas estão certas
São uma estrada de uma via
E quebra-las torna as pessoas dispersas

E a distância fará em você
A cicatriz de meu silêncio hostil
E calarei em mim a dor de perder
A lembrança de uma boca que para mim sorriu

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Feridos de Guerra

Você me enlouquece
Me quer, me abandona
Me agrada, me esquece
Me odeia, me adora

O que quer de mim, se seu sorriso não é meu?
Provoca e vai embora, Judia de mim
Mas lembre que serei algo que você perdeu
Lembre que guerras deixam feridos no fim

Você brinca comigo
Finge não se importar
O seu desejo é meu castigo
Deixa o orgulho de lado, sinta o que há no ar

Estou cansado de jogar
Senta do meu lado, ouve o que fiz
Um poema pra você notar
Tudo o que eu sempre quis

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Só Sobraram Três

Das palavras que te dei, só sobraram três
Só sobraram três

As memórias que eu tenho, você as perdeu
E do tempo que me lembro, você se esqueceu
Até hoje você tem espaço nos poemas meus
De tudo que foi dito, de verdade, foi somente o adeus

Tempestade de fogo, Olho do furacão
Erros que não foram feitos também não têm perdão
Gritos no silêncio, silêncio do olhar
Os sentidos ouvem o que não podemos falar

O peso que carrego não é todo meu
Dos pecados que renego, muitos são seus
Para mim é tudo o mesmo, nada mudou outra vez
Das palavras que te dei, só sobraram três
Só sobraram três

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Protetor

Você não sabe como cansa
Ser uma criança
E não poder brincar
Suportar pilares nos braços
Mas não ter com quem contar

Não sabe como é caminhar
Por quilômetros por alguém
E ao chegar em seu destino
Não te deixarem entrar

Como é sentir frio
E ter de suportar a chuva por horas
Tendo que sorrir o sorriso que te rio
E ouvir suas queixas fúteis, senhora

Ter de guardar as palavras para mim
Somente para não a machucar
E suportar toda a culpa
Sem poder me justificar

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Medos

Quando olho diretamente em seus olhos
E eles me olham de volta
Algo como um medo me invade
Medo de não controlar as palavras
Medo deste sentimento que arde

São tão raros estes momentos
Dos sentimentos mais ternos
São dignos de monumentos
Pois são momentos eternos

Tão poucas vezes a vi de perto, assim
E já sinto saudades de ti
E nasce outro medo em mim
Medo de vê-la partir

E este sentimento me arrasa quando, ao cair da tarde,
Além dos tantos medos que sinto, temo ainda ser um covarde

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Conselho

Se acha que sua palavra é de tanto valor
Devo, contra a minha vontade, dizer-lhe que não.
Se procura saliências nos vidros por rancor
Presumo que é solidão

Se não consegue ver qualidades alheias
Sinto pena de ti
Pois são estas tuas atitudes feias
Que te impedem de sorrir

Preste atenção nas verdades que compartilharei contigo:
Cale-se e verá que para ti sorrirão
E encontrará seu primeiro amigo
Se enfim guardar consigo sua opinião

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Mariposas

De tanto esperar sua volta
Tornei-me cansado
Com os olhos perdidos no nada
E com a expressão congelada

De tanto esperar sua volta
As sementes cresceram e floresceram
E as folhas amareladas das árvores
Cobriram o chão que pisara

Foi esperando sua volta
Que fiz de lar a solidão
E foi neste mesmo momento
Que fiz do pranto, canção

Um milhão de mariposas
Saúdam a noite caída
E o novo outono celebra o aniversário
De sua partida