A última Dança
Quando a luz do sol meu rosto novamente iluminar
Quando meu riso inocente não mais conseguir gargalhar
Nuvens no céu não mais residirão
E todo meu esforço de ficar acordado, será em vão
Se o vermelho do céu cair em tempestade
Pago por ti, por tua maldade
Por deixar-me a sós comigo, na escuridão
Por simplesmente dar as costas ao estender de minha mão
Mas carrego no peito um órgão falido
De suas funções despido
Mas alimento a esperança
Como um tolo que tenta, tenta, mas não alcança
A tarde bela é uma ironia
Sem sua presença o mais belo dos dias
Torna-se um pesadelo infernal
De pensar no lado bom das coisas, mas só enxergar o mau
Minha mente, à sua maneira
Inventa qualquer besteira
P’ra disfarçar sua escassez
E preencher o vazio que sua ausência me fez
Não vejo passar a hora
Desde que fostes embora
O tempo não quer mais passar
O meu relógio falta pilha, ou o mundo deixou de girar?
Escrevo minha vida, página após página
E a escorrer dos meus olhos, lágrimas e lágrimas
Perdi minha pureza, perdi minha riqueza
Ganhei conhecimento, aprendi o que é tristeza
Descobrir que tu não voltas foi a pura agonia
Tão grande era a minha dor, mas de mim qualquer um ria
Sem você, a simplicidade desapareceu
E aquela versão de mim que de tudo ria, simplesmente faleceu
Tarde demais fui perceber que você é passageira
Por que me deixou? Por que, sua traiçoeira!?
Será que foi você, ou eu a deixei da minha maneira?
Minha desinocência me dá ânsia
Onde estarás, oh minha infância?
Dance comigo esta bela dança
E deixe-me provar só mais uma vez o gosto de ser criança...
2010
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Poema - Meu Inferno
Meu inferno
Há algo errado com o tempo,
Eu não o sinto mais passando
Assim como eu não vejo o vento
Ou as crianças correndo, brincando
É como se alguém roubasse algo de dentro do meu coração
E toda a minha sensibilidade tenha ido embora
Eu me sinto só, no breu da escuridão
Olhando no espelho, e vendo rugas antes da hora
Eu não sinto mais a alegria da tarde
Nem a mudança do inverno
O que ficou foi a saudade
Talvez seja esse o meu inferno
Não poder dizer, não poder cantar
Tudo se resume a isto, me contentar por apenas viver?
O mais duro é suportar
Os amigos a morrer
Eu aguardo minha hora,
Minha hora de partir
Insensível ao amor, à dor. Eu espero
Antes de morrer apenas uma vez... Poder novamente sorrir...
2008
Há algo errado com o tempo,
Eu não o sinto mais passando
Assim como eu não vejo o vento
Ou as crianças correndo, brincando
É como se alguém roubasse algo de dentro do meu coração
E toda a minha sensibilidade tenha ido embora
Eu me sinto só, no breu da escuridão
Olhando no espelho, e vendo rugas antes da hora
Eu não sinto mais a alegria da tarde
Nem a mudança do inverno
O que ficou foi a saudade
Talvez seja esse o meu inferno
Não poder dizer, não poder cantar
Tudo se resume a isto, me contentar por apenas viver?
O mais duro é suportar
Os amigos a morrer
Eu aguardo minha hora,
Minha hora de partir
Insensível ao amor, à dor. Eu espero
Antes de morrer apenas uma vez... Poder novamente sorrir...
2008
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Poema - Pesadelo
Pesadelo
Meu pesadelo espero não encontrar
Pois meu peito não suportaria
E minha mente pereceria
Se meu pesadelo se realizar
O sol não mais veria
Em minha sombra não confiaria
O meu sonho morreria
E por fim esperança não sobraria
Eu temo, calado, o meu pesadelo
Pois esse tempo todo, em meus sonhos, se escondera
E nada posso fazer a não ser temê-lo
O dia da minha morte, o dia em que perde-la.
2010
Meu pesadelo espero não encontrar
Pois meu peito não suportaria
E minha mente pereceria
Se meu pesadelo se realizar
O sol não mais veria
Em minha sombra não confiaria
O meu sonho morreria
E por fim esperança não sobraria
Eu temo, calado, o meu pesadelo
Pois esse tempo todo, em meus sonhos, se escondera
E nada posso fazer a não ser temê-lo
O dia da minha morte, o dia em que perde-la.
2010
Poema - Sol e lua
O poema que postarei agora, acompanha a música "Sol e lua":
Sol e lua
Há muito, muito tempo
Sol e lua se amavam sem sessar
Antes da chuva, antes do vento
A Lua abraçava o Sol, o Sol iluminava o Luar
Os dois sempre presentes, não havia noite nem dia
Dançavam por todo o céu sem imaginar
Que aquele amor perfeito que sobre as nuvens ardia
Teria um n’um trágico dia, de enfim terminar
Pois alguém entre eles, um mundo criou
A Lua iluminava a noite, e o Sol com o dia ficou
A face da lua, o sol jamais olhou
Estavam agora separados por terra e mar
Condenados à eterna sina de nunca mais amar
Hoje a noite não tem sol, nem o dia o luar
E nas noites em que não vemos a Lua
É porque esconde seu rosto para não a vermos chorar
2010
Sol e lua
Há muito, muito tempo
Sol e lua se amavam sem sessar
Antes da chuva, antes do vento
A Lua abraçava o Sol, o Sol iluminava o Luar
Os dois sempre presentes, não havia noite nem dia
Dançavam por todo o céu sem imaginar
Que aquele amor perfeito que sobre as nuvens ardia
Teria um n’um trágico dia, de enfim terminar
Pois alguém entre eles, um mundo criou
A Lua iluminava a noite, e o Sol com o dia ficou
A face da lua, o sol jamais olhou
Estavam agora separados por terra e mar
Condenados à eterna sina de nunca mais amar
Hoje a noite não tem sol, nem o dia o luar
E nas noites em que não vemos a Lua
É porque esconde seu rosto para não a vermos chorar
2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Poema - O vôo do turvo pássaro
Esse texto inspirou a música "O Canto do Turvo pássaro"
"O Vôo do turvo pássaro"
Em um lugar distante havia
Uma bela clareira onde vivia certa espécie de ave.
Eram eles alvos e belos, e voavam como nenhum outro ser.
Mas nem todos têm essa sorte
E quando criança um desses pássaros
Turvo veio a nascer.
De seu ninho foi jogado para que no chão fosse devorado pelo primeiro que aparecer
A queda não o matou, e tão pouco o devoraram
Mas uma de suas asas quebrou, jamais conseguiria voar
Então ele levou meses para com suas pernas
Uma grande montanha conseguir escalar
E uma escura caverna, lá em cima, chamou de lar.
De lá ele avistava a clareira, onde todos eram belos e felizes, onde ele devia estar.
E uma dessas aves o chamou atenção,
Era a mais bela de todas e em todos esses anos,
Finalmente sentiu bater seu coração
Mas não muito demorou a essa ave vir a se casar.
Com o macho mais forte do grupo
Que era seu irmão de ninho, de lar.
E no dia da união desses dois
O turvo pássaro não pode agüentar
E sua miserável vida ele passou a questionar
Era a tarde mais bela de todas
Os alvos pássaros voavam e ouviam soar
Uma triste cantoria que vinha lá de cima
E ecoava no ar.
Quem diria que o turvo pássaro
Podia dons ter
Como tempo de sobra tinha passou a cantar
O canto parou subitamente e bem baixo ouviu-se um impacto no chão
Ninguém se importou, pois estavam felizes com a tal união
E o pássaro morreu como viveu, sem amigos, sem lar
E os vermes que hoje comem seu corpo
Discutem sua morte
Uns dizem que lá encima ele tentou voar
Outros dizem que nem sua boa asa viram balançar
E outros dizem ainda que suas lágrimas o próprio sangue vieram lavar.
E na clareira surge outro turvo pássaro...
2010
"O Vôo do turvo pássaro"
Em um lugar distante havia
Uma bela clareira onde vivia certa espécie de ave.
Eram eles alvos e belos, e voavam como nenhum outro ser.
Mas nem todos têm essa sorte
E quando criança um desses pássaros
Turvo veio a nascer.
De seu ninho foi jogado para que no chão fosse devorado pelo primeiro que aparecer
A queda não o matou, e tão pouco o devoraram
Mas uma de suas asas quebrou, jamais conseguiria voar
Então ele levou meses para com suas pernas
Uma grande montanha conseguir escalar
E uma escura caverna, lá em cima, chamou de lar.
De lá ele avistava a clareira, onde todos eram belos e felizes, onde ele devia estar.
E uma dessas aves o chamou atenção,
Era a mais bela de todas e em todos esses anos,
Finalmente sentiu bater seu coração
Mas não muito demorou a essa ave vir a se casar.
Com o macho mais forte do grupo
Que era seu irmão de ninho, de lar.
E no dia da união desses dois
O turvo pássaro não pode agüentar
E sua miserável vida ele passou a questionar
Era a tarde mais bela de todas
Os alvos pássaros voavam e ouviam soar
Uma triste cantoria que vinha lá de cima
E ecoava no ar.
Quem diria que o turvo pássaro
Podia dons ter
Como tempo de sobra tinha passou a cantar
O canto parou subitamente e bem baixo ouviu-se um impacto no chão
Ninguém se importou, pois estavam felizes com a tal união
E o pássaro morreu como viveu, sem amigos, sem lar
E os vermes que hoje comem seu corpo
Discutem sua morte
Uns dizem que lá encima ele tentou voar
Outros dizem que nem sua boa asa viram balançar
E outros dizem ainda que suas lágrimas o próprio sangue vieram lavar.
E na clareira surge outro turvo pássaro...
2010
Poema - Aqueles que tudo querem
Aqueles que tudo querem
Nada tem...
E aqueles que nada querem
Tudo tem...
E eu que queria apenas ter alguém,
Acabei por ficar sem ninguém
O amor é um oceano profundo
Eu não sei nadar
Por isso me escondo em meu barco com um pequeno furo
Agonizando a minha hora de afogar...
Eu não olho nos olhos,
Pois os olhos respondem
Aquilo que as almas gritam,
Aquilo que os corações escondem
As flores têm uma beleza intercalada em suas pétalas
Acariciam o coração da amizade
Machucam as mãos do feio
Flores exibem em seu cálice
A bebida das abelhas e o mel dos apaixonados
As flores enfeitam tanto um alegre casal...
Quanto um triste funeral
O Espelho só reflete o que se põe em sua frente...
2007
Nada tem...
E aqueles que nada querem
Tudo tem...
E eu que queria apenas ter alguém,
Acabei por ficar sem ninguém
O amor é um oceano profundo
Eu não sei nadar
Por isso me escondo em meu barco com um pequeno furo
Agonizando a minha hora de afogar...
Eu não olho nos olhos,
Pois os olhos respondem
Aquilo que as almas gritam,
Aquilo que os corações escondem
As flores têm uma beleza intercalada em suas pétalas
Acariciam o coração da amizade
Machucam as mãos do feio
Flores exibem em seu cálice
A bebida das abelhas e o mel dos apaixonados
As flores enfeitam tanto um alegre casal...
Quanto um triste funeral
O Espelho só reflete o que se põe em sua frente...
2007
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Poema - Sincera
Quando era pequeno, via estrelas ao fechar os olhos para dormir
Como se eu estivesse deitado sobre um astro que podia controlar
A noite e as estrelas me faziam sorrir
E sorrindo estava na hora de acordar
O tempo passou e eu não vi mais aquelas estrelas
Nem ao menos me lembrava delas
Minha mente se ocupa de pensamentos que me obrigam a esquecê-las
Pensamentos que em nada eram belos como elas
Mas então encontrei um anjo
Banha-me em amor, me limpa a mente
E nos braços de tal arcanjo
Durmo, e acordo a sorrir novamente...
2010
Como se eu estivesse deitado sobre um astro que podia controlar
A noite e as estrelas me faziam sorrir
E sorrindo estava na hora de acordar
O tempo passou e eu não vi mais aquelas estrelas
Nem ao menos me lembrava delas
Minha mente se ocupa de pensamentos que me obrigam a esquecê-las
Pensamentos que em nada eram belos como elas
Mas então encontrei um anjo
Banha-me em amor, me limpa a mente
E nos braços de tal arcanjo
Durmo, e acordo a sorrir novamente...
2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Poema - Lágrimas de solidão
Hoje farei algo diferente, postarei um poema meu...
Lágrimas de solidão - Alfano
Na baixa luz do sol da tarde
Lágrimas caem do céu, sem fazer alarde
Tocam suavemente o chão
Me fazendo não crer em minha visão
Oh, é tão perfeita a combinação
A luz dos raios, as árvores e a canção
Que as águas sussurram no telhado
Percussionando, e deixando tudo molhado
Será que estão os anjos chorando?
Se estão, qual a razão?
Eu fico me perguntando
Se não são deles, minhas elas são
Derramadas timidamente em outrora
Lágrimas de solidão...
2010
Lágrimas de solidão - Alfano
Na baixa luz do sol da tarde
Lágrimas caem do céu, sem fazer alarde
Tocam suavemente o chão
Me fazendo não crer em minha visão
Oh, é tão perfeita a combinação
A luz dos raios, as árvores e a canção
Que as águas sussurram no telhado
Percussionando, e deixando tudo molhado
Será que estão os anjos chorando?
Se estão, qual a razão?
Eu fico me perguntando
Se não são deles, minhas elas são
Derramadas timidamente em outrora
Lágrimas de solidão...
2010
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