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sábado, 15 de dezembro de 2012

Tecido do Tempo

Quebrei as barreiras do tempo
Me curei da cegueira do medo
Voltei a tempo pra ver
O Sol se acender

Assisti estrelas nascendo no céu
E servi rainhas, tecendo seu véu
Lutei em batalhas, soldados feridos no chão
E navalhas me cortaram como solidão

Anos passam tão rápido, correm
Um rio claro e plácido, que naveguei
Vi tanta gente nascer
Vi tanto homem morrer

O tecido do tempo se rasgou
A história do mundo se misturou
E eu vou andar, roubando as lembranças pra mim
Só vai acabar quando o Mundo chegar a seu fim