Toda noite, quando chego do trabalho, cansado e faminto, pego a nega na cozinha soluçando em pranto. – O que foi, Nega? - eu pergunto - É a cebola, Nego - ela responde.
E todo dia é a mesma história, a nega chora na cozinha e põe a culpa na cebola.
Um dia cheguei e a nega não estava. Deixou a cebola na metade sobre a mesa e um bilhete na geladeira dizendo que foi embora e que não voltava mais. Sem motivo, sem razão.
Peguei a cebola e comecei a cortar para fazer a janta, já que estava faminto.
Chorei de soluçar... Lágrimas de cebola?