Das palavras que te dei, só sobraram três
Só sobraram três
As memórias que eu tenho, você as perdeu
E do tempo que me lembro, você se esqueceu
Até hoje você tem espaço nos poemas meus
De tudo que foi dito, de verdade, foi somente o adeus
Tempestade de fogo, Olho do furacão
Erros que não foram feitos também não têm perdão
Gritos no silêncio, silêncio do olhar
Os sentidos ouvem o que não podemos falar
O peso que carrego não é todo meu
Dos pecados que renego, muitos são seus
Para mim é tudo o mesmo, nada mudou outra vez
Das palavras que te dei, só sobraram três
Só sobraram três