Oh, Irmã, que pedra rígida és tu em minha memória
Na solidez macia de sua força mora
Uma tristeza aguda que escondes de outrora
Porém feridas doem sem lugar nem hora
Esquece o presente, pois este é imperfeito
E só na sabedoria dos anos é que encontrarás seu leito
E a paz não existe também para o feliz ou o perfeito
Aguarda, que será largo o caminho que hoje é estreito
Mas não se afobe, mana, pois o tempo demora
E enquanto não passa, põe tua cabeça no meu peito e chora
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Valsa do Tempo
De novo, papéis rasgados
A chuva chorando, vidros quebrados
Não era esse o nosso final
Não era pra ser fatal
Bebi do copo do piano
Pra sentir seu gosto, seu beijo
Uma vez mais, no ar, flutuando
Realizar meu profundo desejo
O sangue nessas letras é meu
São versos do amor plebeu
Que no tempo, que corre, gemeu
A valsa do tempo é assim
A dança que dança em mim
Nos passos perdidos do fim
A chuva chorando, vidros quebrados
Não era esse o nosso final
Não era pra ser fatal
Bebi do copo do piano
Pra sentir seu gosto, seu beijo
Uma vez mais, no ar, flutuando
Realizar meu profundo desejo
O sangue nessas letras é meu
São versos do amor plebeu
Que no tempo, que corre, gemeu
A valsa do tempo é assim
A dança que dança em mim
Nos passos perdidos do fim
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