Oh, Irmã, que pedra rígida és tu em minha memória
Na solidez macia de sua força mora
Uma tristeza aguda que escondes de outrora
Porém feridas doem sem lugar nem hora
Esquece o presente, pois este é imperfeito
E só na sabedoria dos anos é que encontrarás seu leito
E a paz não existe também para o feliz ou o perfeito
Aguarda, que será largo o caminho que hoje é estreito
Mas não se afobe, mana, pois o tempo demora
E enquanto não passa, põe tua cabeça no meu peito e chora
Nenhum comentário:
Postar um comentário