Se a beleza é para você a virtude mais valiosa
Se esta é a sua razão de ser
Querida, devo lhe dizer
Que sua estrada será tortuosa
Pois a beleza é fruto maduro
Vistosa por fora, mas por dentro pode
Tem o interior apavorantemente escuro
Tem aparência nobre, mas realmente esnobe
E a beleza passa, como tua juventude
De que vale este belo rosto , que virtude!
Se por dentro tem um coração negro e rude?
E este sorriso em teu rosto, apagará
E a cabeleira de prata logo surgirá.
E aquele que exalta a tua beleza, te esquecerá.
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
O Homem Sem Medo
Havia um homem covarde. Por mais que fosse provocado ou humilhado, permanecia calado em seu canto. Era motivo de riso para todos, respeito não tinha nenhum.
Temia qualquer coisa que passasse em seu caminho, temia qualquer um que levantasse a voz. Era enganado facilmente e mesmo que percebesse, não fazia nada, abaixava a cabeça e aceitava.
Era solitário o pobre homem. Seu pai, não conhecera, sua mãe há muito o deixara pela tuberculose. Tinha que se virar com o pouco que tinha, sem ajuda alguma. Aliás, podia contar com todos para atrapalhar um pouco mais.
Um dia, conheceu uma mulher que lhe agradava os olhos. Por incrível que pareça, esta não o tratava mal, sempre era agradável com ele e achava um absurdo o que faziam com aquele pobre homem. Após algum tempo, casaram-se.
Este homem passou a perder seus medos. Dia após dia ficava mais duro e tolerava menos daqueles que abusavam de sua paciência. Descobriu que era forte e que não precisava temer a ninguém. Tornava-se, aos poucos, um homem violento nas ruas, um homem que não levava desaforos para casa, um homem sem paciência, muito diferente daquele que fora há tempos.
Tinha muito ódio para distribuir, acumulado nos anos de humilhação, portanto, os desavisados que levantavam a voz para ele, não viam o sol nascer na manhã seguinte. Logo ficou conhecido como o Homem Sem Medo.
Um dia, enquanto brigava na rua, como de costume, sua mulher chegou gritando seu nome e exigindo que voltasse para casa. -“É o fim da pobre mulher que se casara com este homem violento.”- Foi o que todos os presentes pensaram. Porém o Homem Sem Medo murchou, abaixou a cabeça e foi com sua mulher para casa.
No dia seguinte, em seu trabalho, seu peito estava inflado novamente. Um amigo perguntou: “Você é um homem sem medos, já o vi assassinar sem problema algum, homens perigosos. Por que permitira que uma mulher, frágil e delicada, o humilhasse dessa forma?” – O Homem Sem Medo respirou fundo: - “Meu amigo, não sou um homem sem medos. Já assassinei dezenas de homens duros como pedra, enfrentei as trevas da noite e tudo o que é mais temido. Porém temo menos o inferno e os demônios do que um dia perder a companhia daquela mulher.”
E quem diria que o homem sem medos no coração, não temia nada além da solidão.
Temia qualquer coisa que passasse em seu caminho, temia qualquer um que levantasse a voz. Era enganado facilmente e mesmo que percebesse, não fazia nada, abaixava a cabeça e aceitava.
Era solitário o pobre homem. Seu pai, não conhecera, sua mãe há muito o deixara pela tuberculose. Tinha que se virar com o pouco que tinha, sem ajuda alguma. Aliás, podia contar com todos para atrapalhar um pouco mais.
Um dia, conheceu uma mulher que lhe agradava os olhos. Por incrível que pareça, esta não o tratava mal, sempre era agradável com ele e achava um absurdo o que faziam com aquele pobre homem. Após algum tempo, casaram-se.
Este homem passou a perder seus medos. Dia após dia ficava mais duro e tolerava menos daqueles que abusavam de sua paciência. Descobriu que era forte e que não precisava temer a ninguém. Tornava-se, aos poucos, um homem violento nas ruas, um homem que não levava desaforos para casa, um homem sem paciência, muito diferente daquele que fora há tempos.
Tinha muito ódio para distribuir, acumulado nos anos de humilhação, portanto, os desavisados que levantavam a voz para ele, não viam o sol nascer na manhã seguinte. Logo ficou conhecido como o Homem Sem Medo.
Um dia, enquanto brigava na rua, como de costume, sua mulher chegou gritando seu nome e exigindo que voltasse para casa. -“É o fim da pobre mulher que se casara com este homem violento.”- Foi o que todos os presentes pensaram. Porém o Homem Sem Medo murchou, abaixou a cabeça e foi com sua mulher para casa.
No dia seguinte, em seu trabalho, seu peito estava inflado novamente. Um amigo perguntou: “Você é um homem sem medos, já o vi assassinar sem problema algum, homens perigosos. Por que permitira que uma mulher, frágil e delicada, o humilhasse dessa forma?” – O Homem Sem Medo respirou fundo: - “Meu amigo, não sou um homem sem medos. Já assassinei dezenas de homens duros como pedra, enfrentei as trevas da noite e tudo o que é mais temido. Porém temo menos o inferno e os demônios do que um dia perder a companhia daquela mulher.”
E quem diria que o homem sem medos no coração, não temia nada além da solidão.
domingo, 11 de novembro de 2012
Crime e castigo
Encanta-me com tua graça
Atinja-me com teu olhar
Agrada-me o tato com tua pele
Preencha-me os braços com teu corpo
Pois frios tornam-se os lugares em que não estás
E fétido é o ar em que não habitas
E não há alegria alguma no luar
Se visto diretamente e não refletido nos olhos teus
Então destrua-me, destrua-me lentamente
Quero ser extinto aos poucos pelo seu toque
E não preservado pela eternidade por tua lembrança
Mas não amaldiçoa-me com tua ausência
Que castigo é para o réu, o criminoso
E todo o meu crime consiste em um dia conhece-la
Atinja-me com teu olhar
Agrada-me o tato com tua pele
Preencha-me os braços com teu corpo
Pois frios tornam-se os lugares em que não estás
E fétido é o ar em que não habitas
E não há alegria alguma no luar
Se visto diretamente e não refletido nos olhos teus
Então destrua-me, destrua-me lentamente
Quero ser extinto aos poucos pelo seu toque
E não preservado pela eternidade por tua lembrança
Mas não amaldiçoa-me com tua ausência
Que castigo é para o réu, o criminoso
E todo o meu crime consiste em um dia conhece-la
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Despertar
Este é um texto que escrevi recentemente. Foge um pouco do padrão do blog, mas de qualquer forma, postarei.
http://www.mediafire.com/view/?xcdz0vpb03xmq0u
http://www.mediafire.com/view/?xcdz0vpb03xmq0u
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Soeur
Oh, Irmã, que pedra rígida és tu em minha memória
Na solidez macia de sua força mora
Uma tristeza aguda que escondes de outrora
Porém feridas doem sem lugar nem hora
Esquece o presente, pois este é imperfeito
E só na sabedoria dos anos é que encontrarás seu leito
E a paz não existe também para o feliz ou o perfeito
Aguarda, que será largo o caminho que hoje é estreito
Mas não se afobe, mana, pois o tempo demora
E enquanto não passa, põe tua cabeça no meu peito e chora
Na solidez macia de sua força mora
Uma tristeza aguda que escondes de outrora
Porém feridas doem sem lugar nem hora
Esquece o presente, pois este é imperfeito
E só na sabedoria dos anos é que encontrarás seu leito
E a paz não existe também para o feliz ou o perfeito
Aguarda, que será largo o caminho que hoje é estreito
Mas não se afobe, mana, pois o tempo demora
E enquanto não passa, põe tua cabeça no meu peito e chora
Valsa do Tempo
De novo, papéis rasgados
A chuva chorando, vidros quebrados
Não era esse o nosso final
Não era pra ser fatal
Bebi do copo do piano
Pra sentir seu gosto, seu beijo
Uma vez mais, no ar, flutuando
Realizar meu profundo desejo
O sangue nessas letras é meu
São versos do amor plebeu
Que no tempo, que corre, gemeu
A valsa do tempo é assim
A dança que dança em mim
Nos passos perdidos do fim
A chuva chorando, vidros quebrados
Não era esse o nosso final
Não era pra ser fatal
Bebi do copo do piano
Pra sentir seu gosto, seu beijo
Uma vez mais, no ar, flutuando
Realizar meu profundo desejo
O sangue nessas letras é meu
São versos do amor plebeu
Que no tempo, que corre, gemeu
A valsa do tempo é assim
A dança que dança em mim
Nos passos perdidos do fim
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