A caçada começa.
A caça é abatida, geme e sangra até a morte.
Os predadores aguardam com volúpia.
A presa é esquartejada e queimada.
Mandíbulas atacam ferozmente a carne.
O cheiro de morte e decomposição atrai estes animais
A gordura infestada na boca é prazerosa
O sangue bebido não mata a sede
As tripas, o fígado, o coração, nada é desperdiçado
Até os pequeninos dão suas primeiras dentadas
Da caça, só resta uma carcaça violentada
Os animais forrados de morte e cobertos de sangue e sebo
Agora se reúnem em um ritual de acasalamento
Até outra sexta-feira
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sábado, 29 de outubro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
Ode à mentira
Olhar para o céu, é contemplar uma grande mentira
As estrelas que olhamos suspirando,
Já não existem há muito tempo
Este imenso e belo mosaico, quem diria,
Enganou amantes há gerações.
E eu pensando em tudo isso, observando a noite, e mais além
Desço a visão, e vejo a cidade inteira
Esta sim é real... Esta não engana ninguém...
Como é linda a noite... Como são belas as estrelas...
As estrelas que olhamos suspirando,
Já não existem há muito tempo
Este imenso e belo mosaico, quem diria,
Enganou amantes há gerações.
E eu pensando em tudo isso, observando a noite, e mais além
Desço a visão, e vejo a cidade inteira
Esta sim é real... Esta não engana ninguém...
Como é linda a noite... Como são belas as estrelas...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O mal do mundo
O mal do mundo
O ser humano é estranho. Tem um rasgo no rosto, o qual chama-se boca. Ali nascem coisas estranhas e brancas, duras e afiadas que usam p'ra partir e amassar a comida. Eles a engolem por lá mesmo.
É tão estranho esse ser que se alimenta de seres como eles, feitos do mesmo material, um tecido macio que derrama um líquido vermelho quando cortado.
Têm um pouco acima da boca, um relevo estranho com mais dois orifícios, por onde respiram e sentem aromas. Mais acima ainda têm mais dois rasgos com esferas brancas dentro. Por alí dizem enxergar.
É um ser feio. Não tem cor. Ou é branco, amarelo, rosado, negro, mas apenas cores mortas que não tem chamariz nenhum. Seu cheiro é forte e ruim, e qualquer coisa que deles sai é tão fétido quanto sua carne.
Por tanto, imitam a natureza. Usam panos no corpo para suprir sua falta de cor e usam perfumes que imitam as flores.
É tão burro esse ser, que destrói sua própria casa, mata seus próprios irmãos. E no mesmo instante que agrada, muda sua cabeça e te ataca com fúria de um animal feróz.
Com certeza não é a espécie mais evoluída do planeta, e sim a mais ignorante, pois por onde passa deixa sua marca de destruição, morte e concreto. Enquanto o ser humano viver, a terra irá perecer, e com ela tudo.
Eis o mal do mundo, um pequeno ser chamado homem...
O ser humano é estranho. Tem um rasgo no rosto, o qual chama-se boca. Ali nascem coisas estranhas e brancas, duras e afiadas que usam p'ra partir e amassar a comida. Eles a engolem por lá mesmo.
É tão estranho esse ser que se alimenta de seres como eles, feitos do mesmo material, um tecido macio que derrama um líquido vermelho quando cortado.
Têm um pouco acima da boca, um relevo estranho com mais dois orifícios, por onde respiram e sentem aromas. Mais acima ainda têm mais dois rasgos com esferas brancas dentro. Por alí dizem enxergar.
É um ser feio. Não tem cor. Ou é branco, amarelo, rosado, negro, mas apenas cores mortas que não tem chamariz nenhum. Seu cheiro é forte e ruim, e qualquer coisa que deles sai é tão fétido quanto sua carne.
Por tanto, imitam a natureza. Usam panos no corpo para suprir sua falta de cor e usam perfumes que imitam as flores.
É tão burro esse ser, que destrói sua própria casa, mata seus próprios irmãos. E no mesmo instante que agrada, muda sua cabeça e te ataca com fúria de um animal feróz.
Com certeza não é a espécie mais evoluída do planeta, e sim a mais ignorante, pois por onde passa deixa sua marca de destruição, morte e concreto. Enquanto o ser humano viver, a terra irá perecer, e com ela tudo.
Eis o mal do mundo, um pequeno ser chamado homem...
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Poema - Eu percebo
Eu percebo
Eu percebo, já meio tarde
Que toda a minha procura foi em vão
Não há sorriso compatível a meu rosto feio
E meu crânio perfurado
Agora todos riem da minha dor
Mal sabem eles o mal que me fazem
Toda essa culpa fica comigo
Mas profundamente sei que há outro culpado
Meus braços cansados de acenar para o nada
Pedem-me para se juntar ao corpo
Estou em uma ilha deserta onde eu mesmo coloquei-me
Minhas flechas não têm alvo, minhas armas não têm mira
Tudo é questão de tempo para o meu predador me estraçalhar...
Quem é ele? Minha mente furiosa...
2009
Eu percebo, já meio tarde
Que toda a minha procura foi em vão
Não há sorriso compatível a meu rosto feio
E meu crânio perfurado
Agora todos riem da minha dor
Mal sabem eles o mal que me fazem
Toda essa culpa fica comigo
Mas profundamente sei que há outro culpado
Meus braços cansados de acenar para o nada
Pedem-me para se juntar ao corpo
Estou em uma ilha deserta onde eu mesmo coloquei-me
Minhas flechas não têm alvo, minhas armas não têm mira
Tudo é questão de tempo para o meu predador me estraçalhar...
Quem é ele? Minha mente furiosa...
2009
Poema - Reticências
Reticências
Eu fui estúpido mais uma vez...
Eu gritei, exaltei-me, não pensei
Deixei escorregar o ouro por meus dedos
Eu errei em demasia, e dessa vez não há conserto
Duvidei das palavras, ri das lágrimas
Fui mais uma vez ancorar na paciência alheia
E o orgulho me impediu de pedir perdão
Agora é tarde...
Eu tentei, eu tentei mudar
Mas meus passos apressados teimam em sair da linha
Eu me via perdido e insisti na corrida
Eu fraquejei feito um fraco burguês
E me vi envolvido em arames e cordas
Eu fui estúpido pela última vez...
Eu fui estúpido mais uma vez...
Eu gritei, exaltei-me, não pensei
Deixei escorregar o ouro por meus dedos
Eu errei em demasia, e dessa vez não há conserto
Duvidei das palavras, ri das lágrimas
Fui mais uma vez ancorar na paciência alheia
E o orgulho me impediu de pedir perdão
Agora é tarde...
Eu tentei, eu tentei mudar
Mas meus passos apressados teimam em sair da linha
Eu me via perdido e insisti na corrida
Eu fraquejei feito um fraco burguês
E me vi envolvido em arames e cordas
Eu fui estúpido pela última vez...
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