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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Naufrágio

Em meu barco, no mar bravo, que talvez me engolirá
Enfrento uma tempestade violenta, mas tento fugir
Das ondas que me jogam para cá e para lá
Porém tento persistir, tento persistir

Pois um dia voltarei à terra
E encontrarei aqueles olhos que me guiaram
Cansado e ferido, para a vitória nesta guerra
Contra os ventos e as ondas que por minha morte esperaram

De repente as velas se rasgam com o vento
E a água violenta ameaça quebrar
O pequeno barco e afunda-lo comigo dentro

E eu, já desiludido passo a me lembrar
Do sorriso daquela que está a me esperar
E com os olhos fechados, espero encontra-la no fundo mar