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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O mal do mundo

O mal do mundo

O ser humano é estranho. Tem um rasgo no rosto, o qual chama-se boca. Ali nascem coisas estranhas e brancas, duras e afiadas que usam p'ra partir e amassar a comida. Eles a engolem por lá mesmo.
É tão estranho esse ser que se alimenta de seres como eles, feitos do mesmo material, um tecido macio que derrama um líquido vermelho quando cortado.
Têm um pouco acima da boca, um relevo estranho com mais dois orifícios, por onde respiram e sentem aromas. Mais acima ainda têm mais dois rasgos com esferas brancas dentro. Por alí dizem enxergar.
É um ser feio. Não tem cor. Ou é branco, amarelo, rosado, negro, mas apenas cores mortas que não tem chamariz nenhum. Seu cheiro é forte e ruim, e qualquer coisa que deles sai é tão fétido quanto sua carne.
Por tanto, imitam a natureza. Usam panos no corpo para suprir sua falta de cor e usam perfumes que imitam as flores.
É tão burro esse ser, que destrói sua própria casa, mata seus próprios irmãos. E no mesmo instante que agrada, muda sua cabeça e te ataca com fúria de um animal feróz.
Com certeza não é a espécie mais evoluída do planeta, e sim a mais ignorante, pois por onde passa deixa sua marca de destruição, morte e concreto. Enquanto o ser humano viver, a terra irá perecer, e com ela tudo.
Eis o mal do mundo, um pequeno ser chamado homem...