Em meio à escuridão
Ao longe, no nada
Há uma luz persistente
Eu tento imaginar quem está lá
Será que está só?
Será que imagina o mesmo de mim?
E esta luz suaviza a minha solidão
A noite densa, pesada se arrasta
E eu penso em me aproximar da luz
Verificar se há vida naquele lugar
E assim chego a sentir um sopro de alegria
Mas nos primeiros passos dados em tal direção
De súbito a luz se apaga
E com ela se apagou minha esperança
E com ela calei o sorriso que ensaiei
Mais uma noite neste deserto
Que fiz de mim
Mais uma noite...
Uma noite a menos do meu ser.
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domingo, 24 de março de 2013
sábado, 9 de março de 2013
Tão Longe
Viajei pra longe de tudo
Rasguei os pensamentos
Sintonizei em mim
Uma janela se fechou
Para os meus olhos
Mas uma porta escancarou
O que há de bom em mim
Esse lugar nostálgico
É incrível, é mágico
Os velhos traços do tempo estão aqui
Não vou tentar mudar o rio
Eu vou deixar seguir
Vou caminhar
Não vou olhar pra trás
Eu vou tentar
Encontrar o meu olhar
Que eu perdi em algum lugar
Tão longe
Rasguei os pensamentos
Sintonizei em mim
Uma janela se fechou
Para os meus olhos
Mas uma porta escancarou
O que há de bom em mim
Esse lugar nostálgico
É incrível, é mágico
Os velhos traços do tempo estão aqui
Não vou tentar mudar o rio
Eu vou deixar seguir
Vou caminhar
Não vou olhar pra trás
Eu vou tentar
Encontrar o meu olhar
Que eu perdi em algum lugar
Tão longe
segunda-feira, 4 de março de 2013
Renúncia
Quando a dor bate forte
Quando a solidão corta a minha carne como faca
É quando escrevo com a volúpia maior
É quando rego meus versos com o pranto
Do contrário, quando estou feliz
Quando entre amigos estou a gargalhar por nada
Meus versos são fracos e rasos
E as rimas se repetem ou são ralas
Será então a dor a condição para escrever?
Será a solidão o segredo por traz?
Se assim for, abro mão da caneta e tento esquecer
E aos meus versos, não volto jamais
Quando a solidão corta a minha carne como faca
É quando escrevo com a volúpia maior
É quando rego meus versos com o pranto
Do contrário, quando estou feliz
Quando entre amigos estou a gargalhar por nada
Meus versos são fracos e rasos
E as rimas se repetem ou são ralas
Será então a dor a condição para escrever?
Será a solidão o segredo por traz?
Se assim for, abro mão da caneta e tento esquecer
E aos meus versos, não volto jamais
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