Serei um assassino?
Ou serei a vítima?
Como posso ao mesmo tempo
Atacar e ser ferido mortalmente?
Será suicídio
Ou estou interpretando mal?
Livrei-me deste peso enfadonho
Matei minhas esperanças!
Serei eu assassino?
Sendo que o mundo massacrou meus sonho?
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
A Felicidade
Uma vez me perguntaram se sou feliz
Respondi que sim
E me chamaram de louco.
E ao verem minhas lágrimas posteriores
Me chamaram de louco novamente.
Pois, então, pergunto
Seria a felicidade, felicidade
Se todos os nossos momentos fossem de plena alegria?
Se acordássemos diariamente de bom humor?
Se as pessoas mais queridas nunca partissem ou morressem?
Seria a felicidade, nesses, casos esse sentimento tão espontâneo?
Ou seria apenas um tedioso sentimento comum?
Sou feliz, pois a solidão e a dor que rasgam meu peito
São quebrados pelos sentimentos mais simples
Como o sorriso mais sincero
Que minha mãe me dá quando abro a porta, de surpresa
Depois de muito tempo fora
E sou feliz porque ela acabou de fazer o café...
Respondi que sim
E me chamaram de louco.
E ao verem minhas lágrimas posteriores
Me chamaram de louco novamente.
Pois, então, pergunto
Seria a felicidade, felicidade
Se todos os nossos momentos fossem de plena alegria?
Se acordássemos diariamente de bom humor?
Se as pessoas mais queridas nunca partissem ou morressem?
Seria a felicidade, nesses, casos esse sentimento tão espontâneo?
Ou seria apenas um tedioso sentimento comum?
Sou feliz, pois a solidão e a dor que rasgam meu peito
São quebrados pelos sentimentos mais simples
Como o sorriso mais sincero
Que minha mãe me dá quando abro a porta, de surpresa
Depois de muito tempo fora
E sou feliz porque ela acabou de fazer o café...
domingo, 3 de novembro de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Hidrofilia
Questiono-me de onde vem
Minha atração por água
Corrente ou estática
Vem da água do corpo
Da água do sangue
Da água da lágrima que escorre
Quando falta água
Minha atração por água
Corrente ou estática
Vem da água do corpo
Da água do sangue
Da água da lágrima que escorre
Quando falta água
Riqueza
Sou rico!
Pois não tenho nada
Nem dinheiro, nem posses
Nem carro, nem nome
Sou rico
Pois não tenho vontade
Nem necessidade
De ter o que não tenho
Nem o que não posso ter
Sou rico
Pois tenho tudo o que quero
E tudo que tenho
Pois tudo o que tenho é o que quero
E o que quero é nada
Pois não tenho nada
Nem dinheiro, nem posses
Nem carro, nem nome
Sou rico
Pois não tenho vontade
Nem necessidade
De ter o que não tenho
Nem o que não posso ter
Sou rico
Pois tenho tudo o que quero
E tudo que tenho
Pois tudo o que tenho é o que quero
E o que quero é nada
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Quatro Segundos é Muito tempo
Meu grito singular clama por razão
Não aguento mais ver você aí em cima
Nós devemos pensar e você fazer
Nos educar pra nação crescer
Na armadilha que você armou
Você mesmo caiu
Pense que é esperto
A revolução surgiu
Onde estou?
Não sei dizer
Pra onde eu vou e o que fazer
Já cansei de me perguntar
A justiça aqui morreu
A revolução renasce sem você saber
As crianças morrem
Sem poder crescer
Não aguento mais ver você aí em cima
Nós devemos pensar e você fazer
Nos educar pra nação crescer
Na armadilha que você armou
Você mesmo caiu
Pense que é esperto
A revolução surgiu
Onde estou?
Não sei dizer
Pra onde eu vou e o que fazer
Já cansei de me perguntar
A justiça aqui morreu
A revolução renasce sem você saber
As crianças morrem
Sem poder crescer
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Tempestade
A tempestade de agora
É o que sentirei até o fim
As nuvens choram lá fora
E chove dentro de mim
É o que sentirei até o fim
As nuvens choram lá fora
E chove dentro de mim
quinta-feira, 23 de maio de 2013
O Sopro da Paixão
Se a tua beleza, a maior das verdades,
Dos meus pobres olhos um dia se esconder
O mundo todo vagarei a procurar
Pois um segundo pode me matar
Se eu não tiver a graça de lhe ver
E das trevas, dominantes quando aqui não está,
Farei a luz suave que sua alva pele refletirá
E do silêncio caótico que habita a minha solidão
Farei ecoar pelos ventos o sopro da minha paixão.
Dos meus pobres olhos um dia se esconder
O mundo todo vagarei a procurar
Pois um segundo pode me matar
Se eu não tiver a graça de lhe ver
E das trevas, dominantes quando aqui não está,
Farei a luz suave que sua alva pele refletirá
E do silêncio caótico que habita a minha solidão
Farei ecoar pelos ventos o sopro da minha paixão.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Castiçal
Sou um breve sopro do vento
Passando rapidamente por vidas afora
Não por vontade, nem necessidade
É simplesmente o destino negro que me foi concedido
Um sabor tão forte
Que talvez seja impossível prova-lo uma segunda vez
Uma luz tão forte, que encanta
Porém acaba por ser apagada
São tantos os lugares por que passei
Tantos destinos cruzei
Que cheguei a dar um nó no meu próprio caminho
Como a chama da vela
Que já toca o castiçal
Talvez seja hora de apagar
Passando rapidamente por vidas afora
Não por vontade, nem necessidade
É simplesmente o destino negro que me foi concedido
Um sabor tão forte
Que talvez seja impossível prova-lo uma segunda vez
Uma luz tão forte, que encanta
Porém acaba por ser apagada
São tantos os lugares por que passei
Tantos destinos cruzei
Que cheguei a dar um nó no meu próprio caminho
Como a chama da vela
Que já toca o castiçal
Talvez seja hora de apagar
sábado, 6 de abril de 2013
Palavras na escuridão
O que quero te dizer
Seus ouvidos não podem ouvir
E seus olhos
Talvez não possam ver
O que quero dizer
Somente seu corpo saberá sentir
E somente meus lábios
Saberão transmitir
Então feche seus olhos
E tape seus ouvidos
E deixe minha mão guia-la
Para junto do meu corpo
Seus ouvidos não podem ouvir
E seus olhos
Talvez não possam ver
O que quero dizer
Somente seu corpo saberá sentir
E somente meus lábios
Saberão transmitir
Então feche seus olhos
E tape seus ouvidos
E deixe minha mão guia-la
Para junto do meu corpo
domingo, 24 de março de 2013
Luz
Em meio à escuridão
Ao longe, no nada
Há uma luz persistente
Eu tento imaginar quem está lá
Será que está só?
Será que imagina o mesmo de mim?
E esta luz suaviza a minha solidão
A noite densa, pesada se arrasta
E eu penso em me aproximar da luz
Verificar se há vida naquele lugar
E assim chego a sentir um sopro de alegria
Mas nos primeiros passos dados em tal direção
De súbito a luz se apaga
E com ela se apagou minha esperança
E com ela calei o sorriso que ensaiei
Mais uma noite neste deserto
Que fiz de mim
Mais uma noite...
Uma noite a menos do meu ser.
Ao longe, no nada
Há uma luz persistente
Eu tento imaginar quem está lá
Será que está só?
Será que imagina o mesmo de mim?
E esta luz suaviza a minha solidão
A noite densa, pesada se arrasta
E eu penso em me aproximar da luz
Verificar se há vida naquele lugar
E assim chego a sentir um sopro de alegria
Mas nos primeiros passos dados em tal direção
De súbito a luz se apaga
E com ela se apagou minha esperança
E com ela calei o sorriso que ensaiei
Mais uma noite neste deserto
Que fiz de mim
Mais uma noite...
Uma noite a menos do meu ser.
sábado, 9 de março de 2013
Tão Longe
Viajei pra longe de tudo
Rasguei os pensamentos
Sintonizei em mim
Uma janela se fechou
Para os meus olhos
Mas uma porta escancarou
O que há de bom em mim
Esse lugar nostálgico
É incrível, é mágico
Os velhos traços do tempo estão aqui
Não vou tentar mudar o rio
Eu vou deixar seguir
Vou caminhar
Não vou olhar pra trás
Eu vou tentar
Encontrar o meu olhar
Que eu perdi em algum lugar
Tão longe
Rasguei os pensamentos
Sintonizei em mim
Uma janela se fechou
Para os meus olhos
Mas uma porta escancarou
O que há de bom em mim
Esse lugar nostálgico
É incrível, é mágico
Os velhos traços do tempo estão aqui
Não vou tentar mudar o rio
Eu vou deixar seguir
Vou caminhar
Não vou olhar pra trás
Eu vou tentar
Encontrar o meu olhar
Que eu perdi em algum lugar
Tão longe
segunda-feira, 4 de março de 2013
Renúncia
Quando a dor bate forte
Quando a solidão corta a minha carne como faca
É quando escrevo com a volúpia maior
É quando rego meus versos com o pranto
Do contrário, quando estou feliz
Quando entre amigos estou a gargalhar por nada
Meus versos são fracos e rasos
E as rimas se repetem ou são ralas
Será então a dor a condição para escrever?
Será a solidão o segredo por traz?
Se assim for, abro mão da caneta e tento esquecer
E aos meus versos, não volto jamais
Quando a solidão corta a minha carne como faca
É quando escrevo com a volúpia maior
É quando rego meus versos com o pranto
Do contrário, quando estou feliz
Quando entre amigos estou a gargalhar por nada
Meus versos são fracos e rasos
E as rimas se repetem ou são ralas
Será então a dor a condição para escrever?
Será a solidão o segredo por traz?
Se assim for, abro mão da caneta e tento esquecer
E aos meus versos, não volto jamais
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Tolice
É tempo de mudanças
Momento de refazer os planos
De represar a vida
E repensar a morte
Quando o chão torna-se escada
E você é obrigado a descer
Quando o que tem torna-se nada
E você tem que esquecer
Os planos tão belos
De amores eternos
De alianças e elos
Destruí-los todos
E ficar com fragmentos, poucos
Dos meus sonhos tolos
Momento de refazer os planos
De represar a vida
E repensar a morte
Quando o chão torna-se escada
E você é obrigado a descer
Quando o que tem torna-se nada
E você tem que esquecer
Os planos tão belos
De amores eternos
De alianças e elos
Destruí-los todos
E ficar com fragmentos, poucos
Dos meus sonhos tolos
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Reflexo
Olhei no espelho
E vi um homem barbado e crescido
Não mais uma criança
Um rosto alongado e deformado
E dentro de sua mente
Não mais a criança feliz
Mas um adulto que não sorri
Como o tempo passa rápido...
E vi um homem barbado e crescido
Não mais uma criança
Um rosto alongado e deformado
E dentro de sua mente
Não mais a criança feliz
Mas um adulto que não sorri
Como o tempo passa rápido...
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Antes Que Seja Tarde
Joguei fora
Tudo o que me disse
Mesmo que fora de hora
Antes que me destruísse
Espero que entenda, um dia
Que quando as coisas estão certas
São uma estrada de uma via
E quebra-las torna as pessoas dispersas
E a distância fará em você
A cicatriz de meu silêncio hostil
E calarei em mim a dor de perder
A lembrança de uma boca que para mim sorriu
Tudo o que me disse
Mesmo que fora de hora
Antes que me destruísse
Espero que entenda, um dia
Que quando as coisas estão certas
São uma estrada de uma via
E quebra-las torna as pessoas dispersas
E a distância fará em você
A cicatriz de meu silêncio hostil
E calarei em mim a dor de perder
A lembrança de uma boca que para mim sorriu
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Feridos de Guerra
Você me enlouquece
Me quer, me abandona
Me agrada, me esquece
Me odeia, me adora
O que quer de mim, se seu sorriso não é meu?
Provoca e vai embora, Judia de mim
Mas lembre que serei algo que você perdeu
Lembre que guerras deixam feridos no fim
Você brinca comigo
Finge não se importar
O seu desejo é meu castigo
Deixa o orgulho de lado, sinta o que há no ar
Estou cansado de jogar
Senta do meu lado, ouve o que fiz
Um poema pra você notar
Tudo o que eu sempre quis
Me quer, me abandona
Me agrada, me esquece
Me odeia, me adora
O que quer de mim, se seu sorriso não é meu?
Provoca e vai embora, Judia de mim
Mas lembre que serei algo que você perdeu
Lembre que guerras deixam feridos no fim
Você brinca comigo
Finge não se importar
O seu desejo é meu castigo
Deixa o orgulho de lado, sinta o que há no ar
Estou cansado de jogar
Senta do meu lado, ouve o que fiz
Um poema pra você notar
Tudo o que eu sempre quis
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Só Sobraram Três
Das palavras que te dei, só sobraram três
Só sobraram três
As memórias que eu tenho, você as perdeu
E do tempo que me lembro, você se esqueceu
Até hoje você tem espaço nos poemas meus
De tudo que foi dito, de verdade, foi somente o adeus
Tempestade de fogo, Olho do furacão
Erros que não foram feitos também não têm perdão
Gritos no silêncio, silêncio do olhar
Os sentidos ouvem o que não podemos falar
O peso que carrego não é todo meu
Dos pecados que renego, muitos são seus
Para mim é tudo o mesmo, nada mudou outra vez
Das palavras que te dei, só sobraram três
Só sobraram três
Só sobraram três
As memórias que eu tenho, você as perdeu
E do tempo que me lembro, você se esqueceu
Até hoje você tem espaço nos poemas meus
De tudo que foi dito, de verdade, foi somente o adeus
Tempestade de fogo, Olho do furacão
Erros que não foram feitos também não têm perdão
Gritos no silêncio, silêncio do olhar
Os sentidos ouvem o que não podemos falar
O peso que carrego não é todo meu
Dos pecados que renego, muitos são seus
Para mim é tudo o mesmo, nada mudou outra vez
Das palavras que te dei, só sobraram três
Só sobraram três
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Protetor
Você não sabe como cansa
Ser uma criança
E não poder brincar
Suportar pilares nos braços
Mas não ter com quem contar
Não sabe como é caminhar
Por quilômetros por alguém
E ao chegar em seu destino
Não te deixarem entrar
Como é sentir frio
E ter de suportar a chuva por horas
Tendo que sorrir o sorriso que te rio
E ouvir suas queixas fúteis, senhora
Ter de guardar as palavras para mim
Somente para não a machucar
E suportar toda a culpa
Sem poder me justificar
Ser uma criança
E não poder brincar
Suportar pilares nos braços
Mas não ter com quem contar
Não sabe como é caminhar
Por quilômetros por alguém
E ao chegar em seu destino
Não te deixarem entrar
Como é sentir frio
E ter de suportar a chuva por horas
Tendo que sorrir o sorriso que te rio
E ouvir suas queixas fúteis, senhora
Ter de guardar as palavras para mim
Somente para não a machucar
E suportar toda a culpa
Sem poder me justificar
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Medos
Quando olho diretamente em seus olhos
E eles me olham de volta
Algo como um medo me invade
Medo de não controlar as palavras
Medo deste sentimento que arde
São tão raros estes momentos
Dos sentimentos mais ternos
São dignos de monumentos
Pois são momentos eternos
Tão poucas vezes a vi de perto, assim
E já sinto saudades de ti
E nasce outro medo em mim
Medo de vê-la partir
E este sentimento me arrasa quando, ao cair da tarde,
Além dos tantos medos que sinto, temo ainda ser um covarde
E eles me olham de volta
Algo como um medo me invade
Medo de não controlar as palavras
Medo deste sentimento que arde
São tão raros estes momentos
Dos sentimentos mais ternos
São dignos de monumentos
Pois são momentos eternos
Tão poucas vezes a vi de perto, assim
E já sinto saudades de ti
E nasce outro medo em mim
Medo de vê-la partir
E este sentimento me arrasa quando, ao cair da tarde,
Além dos tantos medos que sinto, temo ainda ser um covarde
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Conselho
Se acha que sua palavra é de tanto valor
Devo, contra a minha vontade, dizer-lhe que não.
Se procura saliências nos vidros por rancor
Presumo que é solidão
Se não consegue ver qualidades alheias
Sinto pena de ti
Pois são estas tuas atitudes feias
Que te impedem de sorrir
Preste atenção nas verdades que compartilharei contigo:
Cale-se e verá que para ti sorrirão
E encontrará seu primeiro amigo
Se enfim guardar consigo sua opinião
Devo, contra a minha vontade, dizer-lhe que não.
Se procura saliências nos vidros por rancor
Presumo que é solidão
Se não consegue ver qualidades alheias
Sinto pena de ti
Pois são estas tuas atitudes feias
Que te impedem de sorrir
Preste atenção nas verdades que compartilharei contigo:
Cale-se e verá que para ti sorrirão
E encontrará seu primeiro amigo
Se enfim guardar consigo sua opinião
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Mariposas
De tanto esperar sua volta
Tornei-me cansado
Com os olhos perdidos no nada
E com a expressão congelada
De tanto esperar sua volta
As sementes cresceram e floresceram
E as folhas amareladas das árvores
Cobriram o chão que pisara
Foi esperando sua volta
Que fiz de lar a solidão
E foi neste mesmo momento
Que fiz do pranto, canção
Um milhão de mariposas
Saúdam a noite caída
E o novo outono celebra o aniversário
De sua partida
Tornei-me cansado
Com os olhos perdidos no nada
E com a expressão congelada
De tanto esperar sua volta
As sementes cresceram e floresceram
E as folhas amareladas das árvores
Cobriram o chão que pisara
Foi esperando sua volta
Que fiz de lar a solidão
E foi neste mesmo momento
Que fiz do pranto, canção
Um milhão de mariposas
Saúdam a noite caída
E o novo outono celebra o aniversário
De sua partida
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Perdido
Onde quer que eu vá
Tudo está errado
Mentiras, traições, violência, hipocrisia
Tudo está tão errado
Que penso que o erro
Sou eu
Tudo está errado
Mentiras, traições, violência, hipocrisia
Tudo está tão errado
Que penso que o erro
Sou eu
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
A Dança das Cadeiras
Na dança das cadeiras
Só está sentado quem é só
Amaldiçoados, de qualquer maneira
Machucados de dar dó
Levanta-se da cadeira aquele que se vai
Acompanhado para nunca mais voltar
E da vida de todos os demais ele sai
Deixando tudo e sem, para trás olhar
Quem ficará desamparado
Nesta última estrofe?
Pois nessas cadeiras só está sentado
Aquele que profundamente sofre
Mas não fique você abismado
Pois na dança das cadeiras sempre estive sentado
Só está sentado quem é só
Amaldiçoados, de qualquer maneira
Machucados de dar dó
Levanta-se da cadeira aquele que se vai
Acompanhado para nunca mais voltar
E da vida de todos os demais ele sai
Deixando tudo e sem, para trás olhar
Quem ficará desamparado
Nesta última estrofe?
Pois nessas cadeiras só está sentado
Aquele que profundamente sofre
Mas não fique você abismado
Pois na dança das cadeiras sempre estive sentado
domingo, 27 de janeiro de 2013
Aniversário
Hoje você faz
Um ano e mais histórias
Para contar
Para quem esteve ao seu lado e sempre vai estar
Não se esqueça do que se passou
Neste livro que não terminou
E quando estiver por aqui
Não se esqueça de lembrar
De quem nunca se esqueceu
De ti
Quando precisar
De ouvidos prontos para
Te escutar
Saberá,
que estamos todos aqui
Não se esqueça do que se passou
Neste livro que não terminou
E quando estiver por aqui
Não se esqueça de lembrar
De quem nunca se esqueceu
De ti
Um ano e mais histórias
Para contar
Para quem esteve ao seu lado e sempre vai estar
Não se esqueça do que se passou
Neste livro que não terminou
E quando estiver por aqui
Não se esqueça de lembrar
De quem nunca se esqueceu
De ti
Quando precisar
De ouvidos prontos para
Te escutar
Saberá,
que estamos todos aqui
Não se esqueça do que se passou
Neste livro que não terminou
E quando estiver por aqui
Não se esqueça de lembrar
De quem nunca se esqueceu
De ti
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Queda Livre
Há momentos em que continuar é um desafio
E algo pesa dentro de mim
Como o pior vazio
Que se arrasta, lento, sem fim
É em noites como a de hoje
Que me lembro do que deveria esquecer
E no papel, voo para longe
E escrevo como se fosse morrer
E algo pesa dentro de mim
Como o pior vazio
Que se arrasta, lento, sem fim
É em noites como a de hoje
Que me lembro do que deveria esquecer
E no papel, voo para longe
E escrevo como se fosse morrer
sábado, 19 de janeiro de 2013
A Rosa Branca
Em um campo de rosas, nascera uma rosa branca.
Mesmo que ainda por abrir, destaca-se a tal rosa franca.
E não sei se por bondade, ou se por destino
Esta flor nascera sem espinhos.
Pobre flor queima no próprio fogo interno
Pois ainda jovem já conhecera os castigos do inverno
Miro de longe, pétala a pétala se abrir
Pois não me permito ao desleixo de a rosa branca ferir.
Os ventos mais fortes não te derrubarão
Pois suas raízes fortes te seguram no chão
E estes ventos que sopram logo passarão
E as gotas de orvalho que das tuas folhas escorrem
Secarão ao sol da primavera que vem
Pois as tempestades que chegam, logo morrem
Mesmo que ainda por abrir, destaca-se a tal rosa franca.
E não sei se por bondade, ou se por destino
Esta flor nascera sem espinhos.
Pobre flor queima no próprio fogo interno
Pois ainda jovem já conhecera os castigos do inverno
Miro de longe, pétala a pétala se abrir
Pois não me permito ao desleixo de a rosa branca ferir.
Os ventos mais fortes não te derrubarão
Pois suas raízes fortes te seguram no chão
E estes ventos que sopram logo passarão
E as gotas de orvalho que das tuas folhas escorrem
Secarão ao sol da primavera que vem
Pois as tempestades que chegam, logo morrem
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Pierrot
Pierrot,
Lembra daquela que o deixou
E sente as lágrimas que chorou
Vendo, distante, o passado que passou
Pierrot,
Repete em sussurros as palavras que escutou
E tragicamente lembra que nunca deixou
Para trás o infortúnio que o arruinou
Pierrot,
É o que de si restou
Pois mesmo ao deixar os palcos em que atuou
Sempre há de ser Pierrot
Lembra daquela que o deixou
E sente as lágrimas que chorou
Vendo, distante, o passado que passou
Pierrot,
Repete em sussurros as palavras que escutou
E tragicamente lembra que nunca deixou
Para trás o infortúnio que o arruinou
Pierrot,
É o que de si restou
Pois mesmo ao deixar os palcos em que atuou
Sempre há de ser Pierrot
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
O Assassino
Quando algo dá errado
Eu sacrifico parte de mim
A parte que sonhava e que acreditava
E que sofreria eternamente pelo incidente
Sacrifício após sacrifício,
Eu sou uma selva devastada de mim
E por mim
Sou o tiro e o corpo no chão
E assim segue...
A cada dia um novo eu
A cada dia menos eu
Eu, assassino de mim
Eu sacrifico parte de mim
A parte que sonhava e que acreditava
E que sofreria eternamente pelo incidente
Sacrifício após sacrifício,
Eu sou uma selva devastada de mim
E por mim
Sou o tiro e o corpo no chão
E assim segue...
A cada dia um novo eu
A cada dia menos eu
Eu, assassino de mim
domingo, 6 de janeiro de 2013
?
De todas as palavras do mundo
Todas as frases que eu poderia formar
De tudo o que eu poderia dizer
Eu só consigo perguntar: "Por quê?"
Todas as frases que eu poderia formar
De tudo o que eu poderia dizer
Eu só consigo perguntar: "Por quê?"
sábado, 5 de janeiro de 2013
Anjo
Mãe, eu me apaixonei por um anjo
Você precisa ver
Como é linda e delicada
Como é graciosa a pequena
Mãe, eu me apaixonei por um anjo
Talvez você não possa vê-la
Pois só eu posso ouvi-la
Pois só eu posso toca-la
Mãe, eu me apaixonei por um anjo
Que voz doce ela tem
Canta belíssimas canções
E meus ouvidos sentem prazer
Mãe, eu me apaixonei por um anjo
Talvez seja presságio de morte
Ou talvez seja só amor
Mãe, eu me apaixonei por um anjo
Você precisa ver
Como é linda e delicada
Como é graciosa a pequena
Mãe, eu me apaixonei por um anjo
Talvez você não possa vê-la
Pois só eu posso ouvi-la
Pois só eu posso toca-la
Mãe, eu me apaixonei por um anjo
Que voz doce ela tem
Canta belíssimas canções
E meus ouvidos sentem prazer
Mãe, eu me apaixonei por um anjo
Talvez seja presságio de morte
Ou talvez seja só amor
Mãe, eu me apaixonei por um anjo
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Naufrágio
Em meu barco, no mar bravo, que talvez me engolirá
Enfrento uma tempestade violenta, mas tento fugir
Das ondas que me jogam para cá e para lá
Porém tento persistir, tento persistir
Pois um dia voltarei à terra
E encontrarei aqueles olhos que me guiaram
Cansado e ferido, para a vitória nesta guerra
Contra os ventos e as ondas que por minha morte esperaram
De repente as velas se rasgam com o vento
E a água violenta ameaça quebrar
O pequeno barco e afunda-lo comigo dentro
E eu, já desiludido passo a me lembrar
Do sorriso daquela que está a me esperar
E com os olhos fechados, espero encontra-la no fundo mar
Enfrento uma tempestade violenta, mas tento fugir
Das ondas que me jogam para cá e para lá
Porém tento persistir, tento persistir
Pois um dia voltarei à terra
E encontrarei aqueles olhos que me guiaram
Cansado e ferido, para a vitória nesta guerra
Contra os ventos e as ondas que por minha morte esperaram
De repente as velas se rasgam com o vento
E a água violenta ameaça quebrar
O pequeno barco e afunda-lo comigo dentro
E eu, já desiludido passo a me lembrar
Do sorriso daquela que está a me esperar
E com os olhos fechados, espero encontra-la no fundo mar
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