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sábado, 19 de janeiro de 2013

A Rosa Branca

Em um campo de rosas, nascera uma rosa branca.
Mesmo que ainda por abrir, destaca-se a tal rosa franca.
E não sei se por bondade, ou se por destino
Esta flor nascera sem espinhos.

Pobre flor queima no próprio fogo interno
Pois ainda jovem já conhecera os castigos do inverno
Miro de longe, pétala a pétala se abrir
Pois não me permito ao desleixo de a rosa branca ferir.

Os ventos mais fortes não te derrubarão
Pois suas raízes fortes te seguram no chão
E estes ventos que sopram logo passarão

E as gotas de orvalho que das tuas folhas escorrem
Secarão ao sol da primavera que vem
Pois as tempestades que chegam, logo morrem