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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Dona Dalva

Dona Dalva, formosa e bela
A alva Dona Dalva
Do alto de sua varanda, perfeita
A nenhum que passa faz desfeita

Passa o dia na varanda a sorrir, que energia!
Enche os homens do bairro de alegria
E do olhar alto de sua varanda, a cidade não tem defeito

E eu, de caminho para a estação
Pela primeira vez observo a cidade do chão

Pretos, pobres, pestes, postes
Prédios, poluição, papel e papelão
Perfeito, o prefeito pensou pelo menos
Por pérolas aos porcos é pensar pequeno

Passando a cidade, a estação que me aguarde!
Deste inferno arredo o pé, e não será tão tarde

No balanço do Trem eu sigo minha caminhada
Fecho os olhos e finjo que não vejo nada

Mas no meio dos barracos, quem vejo é ela
Dona Dalva, formosa e bela
A alva Dona Dalva
Do alto de sua janela